Home Data de criação : 09/02/07 Última atualização : 11/10/17 15:09 / 10 Artigos publicados

Nhaaim que fofinho!!!  (Curiosidades) escrito em quarta 29 abril 2009 22:06

Blog de microbiologia :..::Bactérias num meio é CULTURA!::.., Nhaaim que fofinho!!!

 

Micróbios e bactérias de pelúcia

Bichos de pelúcia são sempre fofinhos e cheirosinhos. A GIANTmicrobes teve uma ideia diferente, ela criou vírus, bactérias e outros micróbios esquisitos feitos de pelúcia. São mais de 60 modelos gigantes para escolher. Tem para todos os gostos, E.coli (Escherichia coli), a Salmonella (Salmonella typhimurium), os altamente mortais Ebola Virus e a peste Black Death (Yersinia pestis).


[eu quero!]
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O ataque das superbactérias::  (Curiosidades) escrito em segunda 20 abril 2009 19:09

Bactérias sempre são noticia, afinal, estão por toda parte!
Essa é uma reportagem da resvista Época que fala sobre o assunto.



Uma nova geração de pragas resiste aos antibióticos até se tornar invencível. Por que todos nós estamos vulneráveis.




Para agravar o quadro, há pouquíssimo interesse da indústria farmacêutica no desenvolvimento de novos antibióticos. A aprovação de novos agentes antibacterianos pela FDA, a agência que regula medicamentos nos EUA, caiu 56% nas últimas duas décadas. As empresas estão mais interessadas em criar remédios que devem ser consumidos por toda a vida, como os antidepressivos e as drogas contra o colesterol. O custo total da resistência aos antibióticos para a sociedade americana é de US$ 5 bilhões a cada ano. Tratar patógenos resistentes freqüentemente requer drogas mais caras e o prolongamento da estadia no hospital. A cada ano, cerca de 2 milhões de pessoas adquirem infecções bacterianas nos hospitais americanos. Noventa mil morrem. Cerca de 70% das infecções são resistentes a pelo menos uma droga.

Não espere encontrar dados tão objetivos no Brasil. Infecção hospitalar ainda é um assunto tabu. Nem autoridades sanitárias nem microbiologistas ficam à vontade para falar sobre o tema. Faltam informações básicas. O Ministério da Saúde não tem uma estimativa sobre o número de casos ocorridos no país anualmente. Nem a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Não existe no país uma definição de critérios do que seja infecção hospitalar. É preciso melhorar esse sistema”, diz Heder Murari Borba, gerente-geral da área de tecnologia em serviços de saúde da Anvisa.

A resistência bacteriana aos antibióticos custa US$ 5 bi por ano nos EUA

Os surtos recentes de infecção por micobactéria servem de amostra do que poderia ocorrer no país caso uma grave infecção como a MRSA atingisse a população brasileira. Mais de 2 mil pessoas foram infectadas pela Mycobacterium massiliensis nos últimos meses em cirurgias estéticas ou feitas por videolaparoscopia. O problema foi provocado por cânulas infectadas. Não houve registro de mortes, mas as vítimas sofreram graves feridas pós-operatórias. A mesma cepa da bactéria já afetou pacientes nos seguintes Estados: Pará, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Paraná. “Parece ser o maior surto já ocorrido no mundo, mas ainda não sabemos qual foi a causa”, diz Borba, da Anvisa. Embora o problema esteja ocorrendo há vários meses, apenas a partir da próxima semana a Anvisa vai passar a exigir a notificação compulsória dos casos. A agência também editará uma norma técnica para padronizar o tratamento e evitar o uso indiscriminado de antibióticos contra essa cepa.

Há pouca informação também sobre o controle das demais infecções nos hospitais. Eles são obrigados por lei a manter comissões de prevenção de infecção hospitalar. Nem todas as instituições mantêm esses grupos funcionando adequadamente. Nem os hospitais mais conceituados, que dispõem de comissões atuantes e competentes, revelam o número de casos de infecção hospitalar que enfrentam a cada ano. Os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo, não aceitaram divulgar esses dados. Ambos alegam que os clientes que fizerem essa pergunta receberão a informação. Portanto, da próxima vez que precisar internar algum familiar em um hospital, faça o teste da transparência. “Conhecer esse índice é um direito do paciente”, diz Borba.

Infecções por bactérias resistentes existem a todo momento e até nos melhores hospitais. “Algumas instituições informam que têm taxa zero de infecção hospitalar”, diz Denise Brandão de Assis, diretora-técnica da divisão de infecção hospitalar do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo. “Isso é ruim. É sinal de que o hospital não está investigando direito. Se investigar corretamente, vai encontrar infecção.”


Fonte::

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI16760-15257-3,00-O+ATAQUE+DAS+SUPERBACTERIAS.html
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Algumas das principais doenças causadas por bactérias::  (Curiosidades) escrito em domingo 22 março 2009 20:18

Turbeculose: causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis.
Hanseníase (lepra):
transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium lepra).
Difteria:
provocada pelo bacilo diftérico.
Coqueluche:
causada pela bactéria Bordetella pertussis.
Pneumonia: bacteriana:
provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae.
Escarlatina:
provocada pelo Streptococcus pyogenes.
Tétano:
causado pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani).
Leptospirose:
causada pela Leptospira interrogans.
Tracoma:
provocada pela Chlamydia trachomatis.
Gonorréia ou blenorragia:
causada por uma bactéria, o gonococo (Neisseria gonorrhoeae).
Sífilis:
provocada pela bactéria Treponema pallidum.
Meningite meningocócica:
causada por uma bactéria chamada de meningococo.
Cólera:
doença causada pela bactéria Vibrio cholerae , o vibrião colérico.
Febre tifóide:
causada pela Salmonella typhi.



Fonte::
http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/bacterias/

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Coloração de Gram::  (Laboratório) escrito em domingo 22 março 2009 20:15

1 - Introdução

A coloração de Gram é um método de coloração de bactérias desenvolvido pelo médico dinamarquês Hans Christian Joachim Gram (1853 - 1838), em 1884, e que consiste no tratamento sucessivo de um esfregaço bacteriano, fixado pelo calor, com os reagentes cristal violeta, lugol, etanol-acetona e fucsina básica. Essa técnica permite a separação de amostras bacterianas em Gram-positivas e Gram-negativas e a determinação da morfologia e do tamanho das amostras analisadas.

O método da coloração de Gram é baseado na capacidade das paredes celulares de bactérias Gram-positivas de reterem o corante cristal violeta no citoplasma durante um tratamento com etanol-acetona enquanto que as paredes celulares de bactérias Gram-negativas não o fazem.

A coloração de Gram é um dos mais importantes métodos de coloração utilizados em laboratórios de microbiologia e de análises clínicas, sendo quase sempre o primeiro passo para a caracterização de amostras de bactérias. A técnica tem importância clínica uma vez que muitas das bactérias associadas a infecções são prontamente observadas e caracterizadas como Gram-positivas ou Gram-negativas em esfregaços de pus ou de fluidos orgânicos. Essa informação permite ao clínico monitorar a infecção até que dados de cultura estejam disponíveis. É possível a análise de vários esfregaços por lâmina, o que facilita a comparação de espécimes clínicos. As lâminas podem ser montadas de forma permanente e preservadas como documentação.

2 - Descrição da técnica

O método consiste no tratamento de uma amostra de uma cultura bacteriana crescida em meio sólido ou líquido, com um corante primário, o cristal violeta, seguido de tratamento com um fixador, o lugol. Tanto bactérias Gram-positivas quanto Gram-negativas absorvem de maneira idêntica o corante primário e o fixador, adquirindo uma coloração violeta devido à formação de um complexo cristal violeta-iodo, insolúvel, em seus citoplasmas. Segue-se um tratamento com um solvente orgânico, o etanol-acetona (1:1 v:v). O solvente dissolve a porção lipídica das membranas externas das bactérias Gram-negativas e o complexo cristal violeta-iodo é removido, descorando as células. Por outro lado, o solvente desidrata as espessas paredes celulares das bactérias Gram-positivas e provoca a contração dos poros do peptidoglicano, tornando-as impermeáveis ao complexo; o corante primário é retido e as células permanecem coradas. A etapa da descoloração é crítica, pois a exposição prolongada ao solvente irá provocar a remoção do cristal violeta dos dois tipos de bactérias, podendo produzir resultados falsos. A retenção ou não do corante primário é, portanto, dependente das propriedades físicas e químicas das paredes celulares bacterianas tais como espessura, densidade, porosidade e integridade.

Em seguida, a amostra é tratada com um corante secundário, a fucsina básica. Ao microscópio, as células Gram-positivas aparecerão coradas em violeta escuro e as Gram-negativas em vermelho ou rosa escuro. Células de bactérias Gram-positivas, células velhas, mortas ou com envelopes danificados por agentes físicos ou químicos, tendem a perder o cristal violeta e uma mesma amostra bacteriana pode exibir parte ou todas as células coradas como Gram-negativas. Portanto, o uso de material fresco é importante. Por outro lado, resultados do tipo "falso Gram-positivo" só são obtidos se o tratamento com etanol-acetona for omitido.

O corante cristal violeta pode ser substituído, com os mesmos resultados, pelo azul de metileno e a fucsina básica pode ser substituída pelo corante vermelho safranina. A fucsina cora muitas bactérias Gram-negativas mais intensamente que a safranina, que por sua vez não cora prontamente algumas espécies de bactérias. O solvente etanol-acetona pode ser substituído por álcool 95%.

A técnica da coloração de Gram não é infalível e pode-se fazer o teste do hidróxido de potássio (KOH). Em um lâmina de microscopia adicionam-se duas gotas de uma solução de KOH a 3%. Com o auxílio de uma alça de semeadura coleta-se uma colônia isolada da bactéria a ser testada e mistura-se com a solução de KOH na lâmina por 30 segundos. Durante a mistura deve-se erguer a alça de semeadura cerca de 1 a 2 cm da superfície da lâmina observando-se se há fios de material viscoso pendentes. Se a bactéria for verdadeiramente Gram-negativa, o KOH irá romper sua parede celular e liberar seu DNA que será observado como fios viscosos. Se a bactéria for Gram-positiva não haverá a formação de fios.

As figuras 1 e 2 mostram células da bactéria Gram-positiva Brevibacillus brevis e da bactéria Gram-negativa Aeromonas hydrophila, ambas coradas pelo método de Gram e observadas ao microscópio óptico com aumento de 1000 vezes.

3 - Material

Culturas bacterianas em meio sólido ou líquido, corante cristal violeta, corante fucsina básica, lugol, etanol-acetona (1:1 v:v), lâmina de microscopia; microscópio óptico e bico de Bunsen.

3.1 - Composição dos corantes

3.1.1. Solução de cristal violeta

Solução A

 

 

Solução B

 

Cristal violeta

2,0 g

 

Oxalato de amônia

0,8 g

Etanol:acetona

20 ml

 

Água destilada

100 ml

Misturar as soluções A e B e deixar em repouso por 24 horas antes do uso.

3.1.2. Solução de fucsina

Fucsina

1,0 g

Água destilada

100 ml

3.1.3. Solução de lugol

Iodo

1,0 g

Iodeto de potássio

2,0 g

Água destilada

100 ml

4 - Procedimentos

4.1 - Preparo do esfregaço

Suspender uma pequena porção da amostra bacteriana a ser corada em uma gota de água ou solução salina 0,85%, sobre uma lâmina de microscópio, espalhando a gota. Este procedimento deve ser feito com um alça bacteriológica flambada ou um palito de madeira esterilizado. Deixar o material secar e, em seguida, fixá-lo com calor, flambando rapidamente a lâmina acima da chama de um bico de Bunsen.

4.2 - Aplicação do corante primário

Cobrir toda a sua superfície da lâmina com o corante cristal violeta; deixar em repouso por um minuto. Descartar o excesso de corante ou enxaguar a lâmina com água.

4.3 - Aplicação do fixador

Cobrir toda a sua superfície da lâmina com lugol; deixar em repouso por um minuto. Descartar o excesso do fixador ou enxaguar a lâmina com água.

4.4 - Descoloração

Com a lâmina inclinada, despejar algumas gotas de álcool-acetona 1:1 v:v (descolorizador) para remover o complexo cristal violeta-lugol de células Gram-negativas. Este procedimento não pode exceder a cinco segundos, pois o descolorizador poderá remover o corante cristal violeta das células Gram-positivas. Em seguida, enxaguar a lâmina com água para remover excesso de solvente.

4.5 - Aplicação do corante secundário

Cobrir toda a sua superfície da lâmina com o corante fucsina básica; deixar em repouso por um minuto. Enxaguar a lâmina com água e tocar as bordas com papel absorvente para remoção do excesso de água.

4.6 - Microscopia

Examinar a amostra ao microscópio óptico. Na aplicação da técnica de coloração de Gram de organismos desconhecidos, pode-se utilizar como controles uma bactéria Gram-positiva e uma Gram-negativa, conhecidas, preparando-se lâminas com três esfregaços, sendo o esfregaço central o da bactéria desconhecida. Desta forma, as bactérias controles indicarão se a técnica foi ou não bem sucedida. Sugere-se  utilização de Bacillus subtilis e Escherichia coli como controles Gram positivo e Gram negativo, respectivamente.

5 - Resultados esperados  

As figuras 1 a 4 são micrografias ópticas de bactérias coradas pelo método de Gram. As figuras 1 e 2 mostram bacilos e cocos Gram positivos, respectivamente e as figuras 3 e 4 mostram bacilos e cocos Gram negativos, respectivamente.

Figura 1. Bacillus subtilis

© Ann C. Smith & Marise Hussey, Dept. of Cell Biology and Molecular Genetics, University of Maryland; imagem licenciada para uso, ASM MicrobeLibrery

 

Figura 2. Streptococcus oralis

© Ann C. Smith & Marise Hussey, Dept. of Cell Biology and Molecular Genetics, University of Maryland; imagem licenciada para uso, ASM MicrobeLibrery

X

Figura 3. Escherichia coli

© Ann C. Smith & Marise Hussey, Dept of Cell Biology & Molec. Genetics, University of Maryland; imagem licenciada para uso, ASM MicrobeLibrery

 

Figura 4. Neisseria gonorrhoeae

© Ann C. Smith & Marise Hussey, Dept. of Cell Biology and Molecular Genetics, University of Maryland; imagem licenciada para uso, ASM MicrobeLibrery

Fontes

Ann C. Smith & Marise Hussey, Dept. of Cell Biology and Molecular Genetics, University of Maryland; imagem licenciadas para uso, ASM MicrobeLibrery

William R. Mayberry WR, Quillen JH & Catlin K. Gram stain tutorial. ASM MicrobeLibrery

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Fungos::  (Microbiologia) escrito em quarta 11 fevereiro 2009 19:33

O que são os fungos?

Os fungos, também chamados de bolores, mofos ou cogumelos, estão interferindo constantemente nas nossas atividades diárias. Eles são tão importantes que hoje constituem um reino à parte, lado a lado com os reinos vegetal e animal. Fungos são os principais decompositores da natureza, quebrando os produtos orgânicos e reciclando carbono, nitrogênio e outros compostos do solo e do ar. No entanto, eles possuem algumas características em comum que os distinguem dos outros seres vivos. Em geral, eles apresentam filamentos, as chamadas hifas, com paredes rijas, ricas em quitina, o mesmo material que reveste insetos como besouros; têm características heterotróficas, isto é, não possuem clorofila e, portanto, necessitam de material orgânico para viver, sendo sua nutrição feita por absorção de nutrientes graças à presença de enzimas que são por eles produzidas e que degradam produtos como, por exemplo, celulose e amido. Por outro lado, os fungos são eucarióticos, isto é, possuem um núcleo típico no interior de suas células, comparável ao das plantas e animais. Reproduzem-se por via sexual ou assexual e assim possuem divisões celulares do tipo mitose e meiose, tendo sempre como produto final os esporos que são órgãos de reprodução, resistência e disseminação (figura 1). Na verdade, o reino dos fungos é um dos mais numerosos. Estima-se que existam pelo menos um milhão e quinhentas mil espécies de fungos espalhadas pelo mundo. Isso é muito mais do que todas as espécies vegetais e animais somadas, excluindo-se os insetos. E por incrível que pareça, apenas cerca de 70.000 espécies de fungos foram até hoje descritas, ou seja, menos de 5% das possivelmente existentes. Se entre esses cinco por cento de espécies, já existem muitas de grande importância, como as que entram na fabricação de alimentos, incluindo bebidas, de ácidos orgânicos, de fármacos e inúmeros outros produtos, pode-se imaginar o que se espera com a descoberta de novas espécies com distintas propriedades potencialmente de valor biotecnológico.



Estrutura dos fungos
Os fungos multicelulares são constituídos por uma rede de filamentos ramificados chamados hifas. Estas contêm citoplasma e núcleos e podem apresentar diferentes formas. As hifas iniciam-se como formações tubulares que, a partir de esporos, se ramificam continuamente formando uma rede mais ou menos densa de filamentos, o micélio.
Em muitos fungos as hifas possuem septos que delimitam compartimentos correspondentes a células. O aspecto filamentoso do micélio confere-lhe uma grande superfície, através da qual se realiza a absorção de nutrientes. Esta rede de filamentos estende-se rapidamente em todas as direcções através da fonte de alimento. Por vezes as hifas organizam-se formando corpos compactos como, por exemplo, nos cogumelos.



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